31 janeiro 2012

Ponha teus mais íntimos sentimentos e pensamentos para fora através da arte, de uma boa conversa, valorizando as pessoas que realmente são amigas e nos querem bem; família, amizade verdadeira, arte, natureza .. tudo isso é obra de Deus e essencial no decorrer da vida. E claro, refletir no silêncio da solidão é revelador, e muito mais prazeroso quando vivemos uma vida íntegra e com princípios.

Salve galera do bem, malungos sangue bom.

23 janeiro 2012

Eu tenho me focado em tanta coisa: carreira, estudo, evolução espiritual ... 
Meus dias são repletos de novos conhecimentos, curiosidades, relacionamentos.
Sou de fato um bom e velho mineiro: caseiro, quietinho, esperto.
Não tenho lá tanta coisa a reclamar. 
Só aquela semente. A que ficou para trás. 
A que eu mais cultivei em toda minha vida. 
A única que nunca mais veio me procurar.
Cresceu para outros lados. Forte, brilhante, sagaz.
A flôr que eu gostava tanto de ver brincar.
Teve em outras terras quem melhor à soubesse regar.

Mas eu sei bem no fundo da minha alma, que se é de alma a experiência fortalece.

10 janeiro 2012

Sozinho, aberto ao mundo, o sábio se instiga a pensar. 
A serenidade toma conta de sua mente.
O entendimento o absorve devagar. 
Seu coração palpita forte, cheio,
tão cheio de contemplação eminente.
A solidão é o paraíso do sábio,
apenas Deus e ele a conversar. 

15 dezembro 2011

Eu era vida!
Agora não sei onde estou.
Eu era minha e agora não sei mais de quem.
Eu era benjaab, era sertão.
Vivia de nordeste a sul com meus pés no chão.
Não era preso, voava solto.
Era louco e totalmente são.
Eu era novidade, samba psicodélico.
Mas tinha história, tinha nexo.
Eu era amizade, forte como o sol da tarde.
Fui buscar longe meu grande amor.
Eu era sorriso, mesmo em solidão.
Eu era silêncio em contemplação.
Eu era siba, fuloresta, mestre syd e árvores.
Eu era pássaros todos, era cada detalhe da natureza.
Sim, eu era beleza para o mundo, de raiz forte.
Eu era ácido, doce, fumaça e pó.

Eu tinha voz para unir o mundo numa canção só.




02 novembro 2011

A música e a vontade de tocar, compor, criar.
Botar pra fora a beleza de viver.
Um violão nas mãos.
Velho modo de ser feliz.
 
 

10 outubro 2011



Uma teia de pensamentos que se cruzam.


Vejo através de um corpo. Lento, largado.

Olhos dominados pela mente.


Mente, regada pelo espírito.




Todos vão.

Naqueles momentos se tornam um.

Todos são.

...


Abra-te mão de companhia arriscada.

O que mais vale é voar com o pássaro.








Deixo-te ir para me libertar.

07 outubro 2011

Sei que Ela está por vir.
Sinto. Cheiro. Luz.

O tempo muda e só a gente vê.
Mais água dentro do vaso do que caberia.

E Eu continuo intacto para quem não crê.




07 setembro 2011

Poema do Fim do Dia


Lá fora...
Ouço pássaros que cantam celebrando o dia.
Bem-te-vi, maritacas e até pombinhas.
O sol
        vai ficando para trás.
O céu, colorido, um palco de andorinhas.
A noite, de mansinho, num tom de lilás,
                     tão silenciosa à postos, vigia.
A cidade logo se torna distante
E eu me ponho
                          a fazer poesia.

 Violão Ausênte

Não ando mais de mãos dadas com meu grande amor.

Preocupado, receio o tempo que me foi perdido,

Meus dedos reclamam com exatidão.

Cansados, medrosos e endurecidos.

28 agosto 2011



      Ao futuro eu digo - Venha! Que pedi permissão! -  No mais baixo a cabeça vá, inda tem a mão. 

      Dedos e braços fortes.

      Pernas que guardam antigos segredos sobre o caminhar.


Vida que conheço de sobra. 


Obra que tem de ficar. 


     Que a leitura me traga de volta. 

     Que a música refaça-me amar.

Supondo-se sempre que o vento sopre sem parar.